Batata com Cachorro

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O Medo

“O medo é o assassino da mente”
—Frank Herbert

Frase simples? Vejamos. O que é medo, e o que é mente? E é realmente uma relação que mereça o nome de assassinato?

Medo… é uma reação instintiva da mente em frente ao perigo, um sinal claro de nosso instinto animal de auto preservação.

Instinto… é um atalho que existem em nosso cérebro para reagir a certos estímulos.

Auto-preservação… pode ser definida como uma primordial resistência à mudança.

Logo medo é como se fosse um botão cerebral, apertado automaticamente por nossa animal necessidade de auto-preservação.

Assassinar… eliminar a vida, ou a existência, tirar a possibilidade de existir, transformar algo vivo e ativo em algo morto e inativo.

Mente… resultado das reações químicas cerebrais, ou um subproduto da mente, plano de fundo no qual o humano projeta as coisas para compreende-las, ferramenta para analise, compreensão, aprendizado, fonte de nossas escolhas racionais.

Racional… algo que utiliza as características únicas da mente humana em relação aos outros animais.

Quando o medo entra em ação através do sentido de auto preservação o instinto nos impulsiona a agir irracionalmente para resistir à mudança e a mente objetiva e racional é subjugada e, em casos de maior medo, assassinada, quando a mente é assassinada, sobra o irracional, o animal.

“Eu não temerei. O medo é o assassino da mente. Medo é a morte pequena que trás a obliteração. Enfrentarei meu medo. Não permitirei que ele passe sobre mim ou através de mim. E, quando ele se for, voltarei minha visão interna para olhar sua trilha.
Por onde o medo passou nada restou. Apenas eu permaneço.”
—Frank Herbert

Enfrentarei meu medo
“enfrentarei” ou seja, EU enfrentarei, eu? o que sou eu? Nossa consciência de EU emana além do animal, logo o que vai além do animal? A mente. Como a mente encara algo? Ela analisa, racionaliza, compreende… Enfrentar o medo, Compreende-lo e vê-lo pelo o que é, encarar o irracional com o racional.

“Não permitirei que ele passe sobre mim ou através de mim”.
Deixarei que o medo passe por meu cérebro, mas não que passe sobre minha mente ou através dela, não deixarei que ele a perfure ou a subjugue.

“E, quando ele se for, voltarei minha visão interna para olhar sua trilha.
Por onde o medo passou nada restou. Apenas eu permaneço.”

Quando o medo, o instinto, a solidificação da parte animal, é enfrentada, compreendida, e passa sem subjugar ou perfurar a mente, levará com ele tudo que poderia atrapalhar o raciocínio, apenas a mente permanecerá como triunfante desse combate humano versus animal.

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